quarta-feira, 22 de julho de 2026

Operação mira grupo suspeito de estelionato e falsificação de documentos em Pernambuco

Operação mira grupo suspeito de estelionato e falsificação de documentos em Pernambuco (Foto: Ascom/PCPE)

Criminosos investigados por envolvimento em crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e falsidade ideológica foram alvo de cinco mandados de busca e apreensão domiciliar na manhã desta terça-feira (21). As investigações aconteceram nos municípios de Olinda, Camaragibe, Candeias, Paulista e no município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte.

As ordens judiciais foram cumpridas durante a Operação "Escritura Fria", deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco.

De acordo com a corporação, a investigação teve início em março de 2026. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares e documentos, que poderão ajudar nas investigações. A ação contou ainda com o emprego de 35 policiais civis, incluindo delegados, agentes e escrivães.

A ação contou também com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

A Polícia Civil irá apresentar detalhes, durante coletiva, nesta quarta-feira (22), às 11h, na sede do órgão.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco

Operação mira "Família dos Loucos", facção ligada ao PCC, que usava mototáxi para vender drogas no Sertão de Pernambuco

A operação foi realizada de forma integrada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal (Divulgação/PF)

Integrantes da facção criminosa “Família dos Loucos”, suposta aliada do Primeiro Comando da Capital (PCC), que usava serviços de mototáxi para vender e entregar drogas no Sertão de Pernambuco e da Bahia, foram alvos da Operação Hermes, deflagrada nesta quarta-feira (22). O grupo também é suspeito de atuar no tráfico de armas e de usar contas de parentes para lavar dinheiro do crime.

Ao todo, a ação policial cumpriu, nesta quarta, 12 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão em Petrolina, no Sertão pernambucano, em Juazeiro (BA) e em São Paulo (SP). A operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), composta pelas polícias Federal (PF), Militar (PM), Civil e Penal.

O Diário de Pernambuco teve acesso ao mandado de prisão da Operação Hermes, que cita 15 investigados, alguns deles já presos anteriormente. Segundo o documento, a organização criminosa é liderada por Lucas Wanderson Silva de Oliveira, o “Gringo”, de 24 anos, descrito como chefe da “Família dos Loucos” e “possivelmente vinculado” ao PCC.

Gringo e a mulher, que é suspeita de receber a maior parte dos valores arrecadados do tráfico, foram detidos na quinta-feira passada (16), em Serra Talhada, no Sertão. Na ocasião, os investigadores apreenderam um carro, quatro cadernos de anotações e seis celulares.

Mensagens interceptadas pela investigação mostram que Gringo era chamado de “o homem” por outros investigados. Para a polícia, a expressão faz referência ao posto de comando que ele ocuparia na facção.

Família dos Loucos

De acordo com a investigação, a estrutura do grupo conta, ainda, com lideranças intermediárias, operadores financeiros e rede de revendedores.

Um dos principais gerentes seria Valmário Pereira de Castro, o “Duke”, de 24 anos, que está preso na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, desde janeiro, quando foi flagrado transportando 4 quilos de cocaína e 7 de maconha.

Mesmo na cadeia, Duke seria responsável por coordenar o tráfico de drogas, cobrar os demais integrantes da facção e organizar a distribuição de dinheiro arrecadado. Para isso, ele tinha como “braço direito” o próprio cunhado e usava um celular, registrado no nome da esposa, de acordo com a polícia. Os familiares também estão entre os investigados.

De acordo com o documento, outros suspeitos diretamente ligados à “Família dos Loucos” são Anderson de Almeida dos Santos, o “Surf”, e Natan Ferreira de Figueredo, o “Augustin”. O primeiro atuaria na logística e distribuição das drogas. Já o segundo é apontado como revendedor dos entorpecentes.

Droga apreendida durante a Operação Hermes (Divulgação/PF)

Estrutura

Para transportar e entregar drogas, o grupo usava os serviços de mototáxi identificado como Diego Luciano da Silva, em ações chamadas de “caminhadas” pela facção, de acordo com a polícia. O suspeito seria pago por Ryan Max Souza Rodrigues da Silva, que é suspeito de cuidar da “exportação” da droga e também teve a prisão decretada.

Outro investigado, Wataanderson Matheus Barbosa de Almeida é suspeito de atuar como “gerente” na facção. Por sua vez, Jomerson da Silva de Sá Rocha, o “JS”, é apontado como “operador do depósito” do grupo, com função de receber, armazenar e distribuir drogas.

Já os indícios de tráfico de armas envolvem os investigados Evelyn Bianca da Silva Feliz, a “Abençoada”, acusada de gerenciar um ponto de drogas em Maniçoba (BA), e Antony José Pereira Noronha, o “Blessed”.

Segundo a investigação, Blessed teria enviado mensagens de áudio pedindo armas de fogo para “comandar uns 4, 5 cabeças”. Para a polícia, o conteúdo interceptado demonstraria que a organização contava com uma estrutura armada.

Já Sanderson Murilo de Souza é indicado como integrante do núcleo de “revendedores”. O Diário não conseguiu localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestação.

Operação Hermes

Para lavar dinheiro, a principal suspeita é que o bando usava contas bancárias de parentes e de laranjas. Entre os suspeitos de integrar a célula financeira do grupo, está a companheira de Gringo, o suposto líder, além da mulher e da irmã de Duke, o gerente.

“Os recursos obtidos com a atividade ilícita circulavam por meio de transferências eletrônicas pulverizadas em contas de terceiros, com indícios de lavagem de capitais”, diz a PF, em nota

Mais de 100 policiais da Ficco foram usados na Operação Hermes, de acordo com a PF. “O nome ‘Hermes’ faz referência ao deus da entrega na mitologia grega. A investigação identificou que o responsável pela droga terceirizava todas as entregas a um único mototaxista, remunerado por corrida — dinâmica que estruturava a logística de distribuição do grupo”, afirma.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco
 

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Dupla é presa por tráfico de cocaína em esquema de "delivery" em São Domingos, distrito de Brejo da Madre de Deus

Jovens utilizavam motocicleta para entregar drogas aos compradores; porções de cocaína prontas para venda foram apreendidas. Foto: Blog Estação Notícias

Dois jovens foram presos em flagrante pela Polícia Civil em São Domingos, distrito de Brejo da Madre de Deus, suspeitos de integrar um esquema de entrega de cocaína no estilo "delivery".

Segundo a polícia, a ação teve início após denúncias anônimas informarem sobre a comercialização de drogas na localidade. Com base nas informações, os agentes realizaram diligências e localizaram a motocicleta utilizada pelos suspeitos.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam aproximadamente 40 gramas de cocaína, já fracionadas e embaladas, prontas para comercialização.

Os dois foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, onde confessaram que faziam as entregas da droga aos compradores utilizando a motocicleta para facilitar a distribuição do entorpecente.

Ainda conforme a Polícia Civil, um dos presos já possui antecedente por porte ilegal de arma de fogo e envolvimento com tráfico de drogas.

A moto utilizada pelos elementos foi consultada e não apresentava restrição. O veículo pertence ao pai de um dos envolvidos.

Após os procedimentos na delegacia, a dupla foi autuada em flagrante por tráfico de drogas e permaneceu à disposição da Justiça.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do
Blog Estação Notícias

Licitação de mais de R$ 3 milhões para merenda escolar em Vertentes/PE é suspensa após atuação preventiva do TCE-PE

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Vertentes publicou nesta quarta-feira (22) o Aviso de Suspensão do Pregão Eletrônico nº 007/2026, que previa a aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar da rede municipal de ensino. A decisão ocorre após atuação preventiva do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), por meio do Sistema de Gerenciamento de Indícios (SGI).

Fonte: Diário dos Municípios- AMUPE

O processo licitatório, identificado como Processo nº 011/2026/EDUC, tinha como objetivo a contratação de empresa para o fornecimento parcelado de alimentos destinados aos estudantes da rede pública municipal, em atendimento ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O valor estimado da contratação era de R$ 3.087.026,21, com sessão de abertura das propostas prevista para o dia 27 de julho de 2026.

Fonte: Diário dos Municípios- AMUPE

De acordo com o aviso oficial publicado no Diário Oficial dos Municípios, a suspensão foi determinada em razão de uma atuação preventiva realizada pelo TCE-PE. A publicação, no entanto, não informa quais indícios foram identificados nem detalha os motivos que levaram à suspensão.

A medida interrompe temporariamente o andamento da licitação antes da realização da sessão pública. Até o momento, também não foi divulgada uma nova data para continuidade do certame.

Em situações como essa, é comum que os órgãos responsáveis promovam análises, esclarecimentos ou eventuais adequações no procedimento administrativo antes da retomada da licitação, quando necessária. Esse tipo de suspensão não representa, por si só, conclusão sobre eventual irregularidade, mas tem caráter preventivo para permitir a verificação dos apontamentos realizados pelos órgãos de controle.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
 

terça-feira, 21 de julho de 2026

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Justiça concede liberdade ao padre Airton Freire após quase três anos

Padre Airton tem liberdade concedida pela Justiça (Foto: Reprodução)

A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire, investigado por acusações de estupro, e determinou sua liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares. A decisão foi proferida nesta terça-feira (21) pelo juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves, que entendeu haver excesso de prazo na instrução processual.

O religioso estava em prisão domiciliar desde julho de 2023, após ter sido preso preventivamente no âmbito das investigações. A decisão ocorre cerca de quatro meses depois de Airton ser absolvido em uma das ações penais que responde.

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que a demora na tramitação do processo não pode ser atribuída à defesa. Na decisão, destacou ainda que o padre permaneceu submetido à medida cautelar por aproximadamente dois anos e 11 meses sem descumprir nenhuma das condições impostas pela Justiça.

Para o juiz, embora a fase de instrução ainda não tenha sido encerrada, a manutenção da prisão preventiva deixou de ser proporcional ao estágio atual do processo e poderia ser substituída por medidas cautelares menos gravosas.

Entre os motivos apontados estão a complexidade da ação, a ausência de testemunhas da acusação em algumas audiências e a necessidade de repetir um depoimento. Segundo o magistrado, esses fatores provocaram adiamentos que não podem ser imputados aos réus.

Com a decisão, Airton deixa a prisão domiciliar, mas continuará sujeito a restrições determinadas pela Justiça. Entre elas estão a proibição de manter contato com a denunciante, exercer atividades religiosas e fazer publicações sobre o processo nas redes sociais.

O sacerdote também permanece com as funções eclesiásticas suspensas e privado do uso de ordem pela Diocese de Pesqueira.

A advogada Mariana Carvalho, que integra a defesa do religioso, afirmou que a manutenção da prisão já não se justificava. “Depois da primeira absolvição em março, começava a ficar claro que a manutenção da prisão domiciliar era uma medida extrema.”

A defesa também afirmou que seguirá buscando a absolvição do padre nas ações ainda em andamento. “Seguimos confiantes de que a análise técnica das provas continuará demonstrando a inocência do padre Airton. A decisão de hoje restabelece a proporcionalidade das medidas cautelares, sem qualquer prejuízo ao prosseguimento do processo”, disse Mariana Carvalho, que atuou na defesa ao lado de Eduardo Trindade e Marcelo Leal. 

Padre Airton Freire. (Foto: Divulgação/Fundação Terra)

O caso:

O padre Airton Freire foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sob a acusação de participar do estupro de Silvia Tavares de Souza, em agosto de 2022, na Fazenda Malhada, em Buíque, no Agreste.

Segundo a denúncia, o motorista e segurança Jailson Leonardo da Silva teria cometido a violência sexual a mando do religioso, durante um período em que a mulher participava de um acompanhamento espiritual.

De acordo com a acusação, Silvia foi levada até um imóvel conhecido como “Casinha”, onde ocorriam atendimentos espirituais. O MPPE sustenta que, no local, o padre teria pedido que a mulher lhe fizesse uma massagem e, em seguida, ordenado que o motorista a estuprasse.

Durante a investigação, o Ministério Público apontou elementos como um áudio atribuído ao padre convidando a vítima para o encontro, registros fotográficos da presença de Jailson na fazenda no horário indicado pela denunciante, indícios de exclusão de dados de localização do celular do sacerdote e um laudo que identificou vestígios de sêmen em um colchão do imóvel.

Ao analisar o pedido de recebimento da denúncia, o juiz Felipe Marinho dos Santos observou que o conjunto probatório apresentava elementos favoráveis e contrários à acusação, classificando o acervo como de “caráter quase paradoxal”.
 
Absolvição

Em março deste ano, Airton Freire e o motorista Jailson Leonardo da Silva foram absolvidos em uma das ações penais relacionadas ao caso.

Na sentença, o juiz Felipe Marinho dos Santos concluiu que as provas periciais produzidas durante a investigação contrariavam pontos centrais da versão apresentada pela denunciante, afastando a possibilidade de condenação naquele processo. No entanto, a absolvição não encerrou todos os processos envolvendo o religioso, que continua respondendo a outras ações judiciais decorrentes das denúncias.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do
Diário de Pernambuco

Operação mira grupo suspeito de estelionato e falsificação de documentos em Pernambuco

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