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| A operação foi realizada de forma integrada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal (Divulgação/PF) |
Integrantes da facção criminosa
“Família dos Loucos”,
suposta aliada do Primeiro Comando da Capital (PCC), que usava serviços
de mototáxi para vender e entregar drogas no Sertão de Pernambuco e da
Bahia, foram alvos da Operação Hermes, deflagrada nesta quarta-feira
(22). O grupo também é suspeito de atuar no tráfico de armas e de usar
contas de parentes para lavar dinheiro do crime.
Ao todo, a ação
policial cumpriu, nesta quarta, 12 mandados de prisão e 12 de busca e
apreensão em Petrolina, no Sertão pernambucano, em Juazeiro (BA) e em
São Paulo (SP). A operação foi realizada pela Força Integrada de Combate
ao Crime Organizado (Ficco), composta pelas
polícias Federal (PF), Militar (PM), Civil e Penal.
O
Diário de Pernambuco teve acesso ao mandado de prisão da Operação
Hermes, que cita 15 investigados, alguns deles já presos anteriormente.
Segundo o documento, a organização criminosa é liderada por Lucas
Wanderson Silva de Oliveira, o
“Gringo”, de 24 anos, descrito como chefe da
“Família dos Loucos” e
“possivelmente vinculado” ao PCC.
Gringo
e a mulher, que é suspeita de receber a maior parte dos valores
arrecadados do tráfico, foram detidos na quinta-feira passada (16), em
Serra Talhada, no Sertão. Na ocasião, os investigadores apreenderam um
carro, quatro cadernos de anotações e seis celulares.
Mensagens interceptadas pela investigação mostram que Gringo era chamado de
“o homem” por outros investigados. Para a polícia, a expressão faz referência ao posto de comando que ele ocuparia na facção.
Família dos Loucos De
acordo com a investigação, a estrutura do grupo conta, ainda, com
lideranças intermediárias, operadores financeiros e rede de
revendedores.
Um dos principais gerentes seria Valmário Pereira de Castro, o
“Duke”,
de 24 anos, que está preso na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em
Petrolina, desde janeiro, quando foi flagrado transportando 4 quilos de
cocaína e 7 de maconha.
Mesmo na cadeia, Duke seria responsável
por coordenar o tráfico de drogas, cobrar os demais integrantes da
facção e organizar a distribuição de dinheiro arrecadado. Para isso, ele
tinha como
“braço direito” o próprio cunhado e usava um celular,
registrado no nome da esposa, de acordo com a polícia. Os familiares
também estão entre os investigados.
De acordo com o documento, outros suspeitos diretamente ligados à
“Família dos Loucos” são Anderson de Almeida dos Santos, o
“Surf”, e Natan Ferreira de Figueredo, o
“Augustin”. O primeiro atuaria na logística e distribuição das drogas. Já o segundo é apontado como revendedor dos entorpecentes.
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| Droga apreendida durante a Operação Hermes (Divulgação/PF) |
Estrutura
Para
transportar e entregar drogas, o grupo usava os serviços de mototáxi
identificado como Diego Luciano da Silva, em ações chamadas de “caminhadas” pela facção, de acordo com a polícia. O suspeito seria pago por Ryan Max Souza Rodrigues da Silva, que é suspeito de cuidar da “exportação” da droga e também teve a prisão decretada.
Outro investigado, Wataanderson Matheus Barbosa de Almeida é suspeito de atuar como “gerente” na facção. Por sua vez, Jomerson da Silva de Sá Rocha, o “JS”, é apontado como “operador do depósito” do grupo, com função de receber, armazenar e distribuir drogas.
Já os indícios de tráfico de armas envolvem os investigados Evelyn Bianca da Silva Feliz, a “Abençoada”, acusada de gerenciar um ponto de drogas em Maniçoba (BA), e Antony José Pereira Noronha, o “Blessed”.
Segundo a investigação, Blessed teria enviado mensagens de áudio pedindo armas de fogo para “comandar uns 4, 5 cabeças”. Para a polícia, o conteúdo interceptado demonstraria que a organização contava com uma estrutura armada.
Já Sanderson Murilo de Souza é indicado como integrante do núcleo de “revendedores”. O Diário não conseguiu localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestação.
Operação Hermes
Para
lavar dinheiro, a principal suspeita é que o bando usava contas
bancárias de parentes e de laranjas. Entre os suspeitos de integrar a
célula financeira do grupo, está a companheira de Gringo, o suposto
líder, além da mulher e da irmã de Duke, o gerente.
“Os
recursos obtidos com a atividade ilícita circulavam por meio de
transferências eletrônicas pulverizadas em contas de terceiros, com
indícios de lavagem de capitais”, diz a PF, em nota
Mais de 100 policiais da Ficco foram usados na Operação Hermes, de acordo com a PF. “O
nome ‘Hermes’ faz referência ao deus da entrega na mitologia grega. A
investigação identificou que o responsável pela droga terceirizava todas
as entregas a um único mototaxista, remunerado por corrida — dinâmica
que estruturava a logística de distribuição do grupo”, afirma.
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco