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Moradores fizeram protesto após morte de criança em Porto de Galinhas (Foto: Arquivo/DP) |
A Vara Regional do Tribunal do Júri do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (
TJPE),
determinou, na quarta-feira (11), que o policial militar Diego Felipe
de França Silva, acusado de matar a menina de 6 anos Heloyse Gabriele da
Silva Fernandes Nunes durante perseguição policial na comunidade de
Salinas, em Porto de Galinhas, Ipojuca, vá a júri popular.
Diego
Felipe responde pelo crime de homicídio qualificado, por emprego de
meio que pode resultar em perigo comum e cometido por erro na execução. A
defesa do réu ainda pode recorrer da decisão.
O crime provocou uma série de protestos e
"parou" Porto de Galinhas e entradas de Ipojuca, no Grande Recife.
Como foi A
morte de Heloyse Gabriele aconteceu no dia 30 de março de 2022, durante
uma perseguição de agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais
(BOPE) contra um suspeito de envolvimento com tráfico de drogas. A
menina estava na Praça da Televisão, na Comunidade de Salinas, quando
foi atingida no peito por um disparo de arma de fogo.
Desde o
início do processo em 2022, Diego Felipe está em liberdade provisória,
cumprindo algumas medidas cautelares, como: proibição de manter contato,
por qualquer meio, com testemunhas e familiares da vítima fatal;
obrigação de manter endereço e telefone atualizados e; comparecer a
todos os atos do processo. A sentença de pronúncia manteve a liberdade
provisória do réu.
Segundo informações obtidas pelo Diário de
Pernambuco, a defesa do réu queria levar o caso para a Vara da Justiça
Militar no início do processo, mas o Ministério Público de Pernambuco
(MPPE) conseguiu provar que o caso deveria seguir em uma Vara do Júri.
Vale destacar que a data do julgamento só poderá ser agendada quando a decisão de pronúncia transitar em julgado.
Relembre o caso Heloyse
Gabriele da Silva Fernandes Nunes foi morta no dia 30 de março deste
ano, na comunidade de Salinas, que fica situada em Porto de Galinhas, em
Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco.
O disparo que matou a
garota aconteceu no momento em que policiais do BOPE, em uma operação,
procuravam um homem suspeito de envolvimento com tráfico de drogas na
região. Na versão oficial da polícia sobre a história, houve troca de
tiros. Já para os moradores, apenas os policiais atiraram naquela tarde.
Protestos que parou Porto de Galinhas Um dia
após a morte da criança, uma onda de protesto se instaurou em Porto de
Galinhas. Moradores, amigos e familiares de Heloyse Gabriele fecharam as
vias de Porto de Galinhas. O comércio também ficou de portas fechadas.
Na época, os manifestantes pediam por justiça, levantando cartazes sobre o episódio.
"Assassinos de fardas",
"Fora BOPE" e
"Justiça por Heloysa"
estampavam alguns dos cartazes na época. A família de Heloyse Gabriele
chegou a ser recebida pelo então governador de Pernambuco, Paulo Câmara,
após sete dias da morte da criança.
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco