quarta-feira, 6 de maio de 2026

Operação em quatro cidades mira quadrilha investigada por prejuízo de mais de R$ 132 milhões em sonegações e fraudes fiscais

Materiais apreendidos na Operação Cortina de Fumaça, em quatro cidades de Pernambuco — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma quadrilha que praticava crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, causando prejuízo superior a R$ 132 milhões, foi alvo da Operação Cortina de Fumaça. Na manhã desta quarta-feira (6), foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em quatro cidades: Recife e Camaragibe, na Região Metropolitana; Caruaru e Bezerros, no Agreste.

A operação também cumpriu ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, de monitoramento eletrônico e de suspensão do exercício de atividade comercial. Tanto essas ordens judiciais contra empresas da quadrilha investigada quanto os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife.

Entre os materiais apreendidos, estão carros, celulares, notebook e pen-drives. Desde junho de 2023, a quadrilha é investigada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (Cira), formado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pela Secretaria de Defesa Social (SDS), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria da Fazenda (Sefaz).

Em nota, o comitê explicou como funcionava o esquema criminoso investigado:

  • Empresas fictícias foram criadas para a "prática reiterada da sonegação fiscal, mediante a emissão de notas fiscais visando a acobertar a circulação de mercadorias vendidas por terceiros sem emissão de notas fiscais idôneas";
  • A quadrilha agia por meio da "prestação de serviço ilegal para regularizar estoques de outros contribuintes que tenham adquirido mercadorias desacompanhadas de notas fiscais ou que tenham simulado vendas de mercadorias que, na verdade, não adquiriram";
  • O objetivo do grupo criminoso era "justificar gastos que efetivamente não ocorreram, ou mesmo 'fabricar' créditos tributários fictícios, visando a suprimir impostos".

"O somatório dos débitos fiscais regularmente constituídos das empresas laranjas vinculadas à organização criminosa, bem como de empresas supostamente regulares também investigadas, ultrapassa R$ 132.027.362,04, afora diversos outros lançamentos tributários que estão em processamento e poderão se tornar definitivos", disse o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco.

Outras informações sobre a investigação e a Operação Cortina de Fumaça serão divulgados em uma coletiva de imprensa a ser realizada, na manhã da quinta-feira (7), no bairro de São José, no Centro do Recife, segundo o MPPE.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do G1 Pernambuco

Moto é furtada de dentro de casa e encontrada desmanchada em Santa Cruz do Capibaribe

Crime aconteceu enquanto vítima viajava durante o feriado prolongado. Foto: Blog Estação Notícias

Um homem teve a motocicleta furtada de dentro da própria residência em Santa Cruz do Capibaribe durante o feriado prolongado do Dia do Trabalhador.

De acordo com as informações, o crime aconteceu no dia 30 de abril, enquanto o proprietário estava viajando, e só foi percebido após o retorno.

O veículo levado foi uma Honda Fan 150 cilindradas.

Dias depois, a moto foi encontrada já desmanchada em uma área de mata no bairro Oscarzão, também em Santa Cruz.

O caso foi comunicado às autoridades e será investigado.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog Estação Notícias

 

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Instagram da Vereadora.

Indivíduo é detido em flagrante durante assalto em Santa Cruz do Capibaribe

Arma, moto roubada e celulares levados das vítimas foram apreendidos. Foto: Blog Estação Notícias

Um homem de 22 anos foi detido em flagrante enquanto praticava um assalto no loteamento São José, em Santa Cruz do Capibaribe.

O homem foi identificado como Carlos Eduardo de Almeida Feitosa. De acordo com as informações, ele abordou jovens na localidade e roubou dois aparelhos celulares.

Durante a ação, equipes da ROMUT, da Guarda Civil Municipal, conseguiram interceptar o indivíduo.

Com ele, foram apreendidos um revólver calibre 32 com munições e uma motocicleta Honda Bros com registro de roubo.

Após a detenção, o suspeito também teria confessado envolvimento em outros crimes, incluindo um assalto a um posto de combustíveis no município de Vertentes.

Ele foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog Estação Notícias

terça-feira, 5 de maio de 2026

Em defesa do Polo de Confecções e contra a extinção da “Taxa das Blusinhas” e do aumento de impostos das matérias-primas da indústria têxtil


Vamos tratar de uma preocupação que não é apenas de Santa Cruz do Capibaribe, de Toritama ou de Caruaru. É uma preocupação de Pernambuco e do Brasil produtivo. É uma preocupação das milhares de pessoas que costuram, cortam, bordam, vendem, transportam, empreendem e sustentam suas famílias com o trabalho honesto no setor têxtil.

Nos últimos dias, o ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Cruz do Capibaribe, o senhor Bruno Bezerra, fez um alerta público sobre dois movimentos que, se não forem tratados com equilíbrio, podem atingir em cheio o nosso Polo de Confecções do Agreste.

De um lado, discute-se a possibilidade de reduzirem, ou até mesmo acabarem, com a chamada “taxa da blusinha” – um imposto federal de 20% que incide sobre compras internacionais de até cinquenta dólares.

Esse imposto incide sobre grande parte das roupas adquiridas pela internet, muitas de origem chinesa.

O assunto precisa ser discutido com muita responsabilidade, até porque não estamos falando apenas de compras individuais.

Estamos falando de algo que impacta diretamente a indústria nacional em geral e o nosso Polo de Confecções, em particular.

Afinal de contas, o pequeno, médio ou grande empresário da indústria têxtil do Agreste paga imposto, gera emprego, compra máquina, contrata costureira, movimenta o comércio, paga frete, paga energia e sustenta a economia de toda uma região aqui do estado.

Portanto, não é justo permitir que roupas prontas entrem no país em condições mais vantajosas, competindo de forma desigual com quem produz e gera emprego e renda aqui.

Por outro lado, existe outra preocupação igualmente grave.
Há análises em curso para encarecer a importação de tecidos e demais matérias-primas que a própria indústria nacional ainda não consegue fornecer em quantidade, variedade ou preço suficientes para atender à demanda das confecções brasileiras.

E exatamente aí que reside a contradição que precisamos enfrentar.

O Governo Federal precisa compreender que não faz sentido algum facilitar a entrada de roupas prontas importadas e, ao mesmo tempo, encarecer vários tipos de insumos que as confecções brasileiras precisam importar para continuar produzindo.

Nesse jogo de empurra-empurra, quem fica espremido é o pequeno confeccionista, é o comerciante, é a costureira, é a família que vive da moda pernambucana.

Ou seja: o mais prejudicado é justamente quem mais trabalha, quem mais empreende, quem mais gera emprego e movimenta a economia real do nosso país.

Até porque, quando falamos do Polo de Confecções do Agreste, estamos falando de uma potência econômica não apenas a nível regional ou estadual, mas de destaque nacional.

Em 2025, somente Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama faturaram cerca de R$ 19 bilhões.

Além disso, juntas, essas três cidades arrecadaram mais de R$ 1,1 bilhão em ICMS para Pernambuco no ano passado.

Os números de 2026 também confirmam essa pujança: apenas entre janeiro e março, Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama somaram mais de R$ 272 milhões em ICMS.

Portanto, nós, enquanto representantes da região, precisamos nos posicionar diante de uma ameaça como essa.

Nós não somos contra a importação.
Mas nós somos contra a concorrência desleal.

Somos contra uma política que favorece o produto pronto estrangeiro, ao mesmo tempo em que aumenta o custo de quem produz em nosso país.

Minhas amigas e meus amigos, defender o Brasil de verdade exige coerência.

Não podemos asfixiar o setor produtivo.

É preciso combater a concorrência predatória sem penalizar quem depende de insumos importados, uma vez que o mercado interno ainda não atende plenamente à demanda existente.

Por isso, faço aqui um apelo ao Governo Federal: ouça o Polo de Confecções do Agreste.  Ouça os pequenos e médios empreendedores.
Ouça quem está na ponta e conhece a realidade dos fabricos, das feiras, das lavanderias, dos centros atacadistas e das lojas.

Faço também um chamado ao Governo de Pernambuco, para que ele lidere essa mobilização.
É preciso reunir as entidades empresariais, os prefeitos, esta Assembleia Legislativa, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Secretaria da Fazenda e todos os atores públicos e privados envolvidos nessa cadeia produtiva tão importante para o nosso povo.

E faço, de modo especial, um apelo à nossa Bancada Federal:
Os deputados e Senadores de Pernambuco precisam falar de maneira convergente e uníssona em Brasília, em defesa do Polo de Confecções do Agreste.

A defesa dessa causa deve unir a todos nós, independentemente de bandeira ideológica ou coloração partidária.

O Polo nasceu da criatividade, da necessidade, do trabalho de famílias humildes, da força das mulheres, da ousadia dos pequenos empreendedores e da capacidade de transformar dificuldade em desenvolvimento.

E hoje, representa emprego, renda, arrecadação, desenvolvimento e dignidade para milhares de famílias pernambucanas.

Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru vestem o Brasil.  E quem veste o Brasil merece respeito e consideração.

Edson Vieira
Deputado Estadual (Podemos – PE)
Representante do Polo de Confecções

Recife/PE, 05 de maio de 2026.

 Por Edson Vieira 

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco


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Prazo para regularizar título de eleitor termina nesta quarta-feira (06)

Termina nesta quarta-feira (06) o prazo para que eleitores regularizem pendências junto à Justiça Eleitoral ou solicitem a emissão do primeiro título. A partir do dia 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e não será mais possível fazer alterações nos dados até o fim do processo eleitoral.

Os serviços disponíveis incluem regularização de situação eleitoral, atualização cadastral, transferência de domicílio e cadastramento biométrico. Parte dos atendimentos pode ser feita de forma online, por meio do site do Tribunal Superior Eleitoral, mas alguns procedimentos, como a coleta de biometria e a emissão do primeiro título, exigem comparecimento presencial.

Em Pernambuco, o movimento aumentou nos últimos dias. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, mais de 15 mil atendimentos foram realizados no último fim de semana antes do encerramento do prazo. A maior parte foi para emissão do primeiro título, seguida por revisão de dados e transferência de domicílio eleitoral.

As eleições de 2026 estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados. Caso necessário, o segundo turno será realizado no dia 25 de outubro.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog Evandro Lins

Operação em quatro cidades mira quadrilha investigada por prejuízo de mais de R$ 132 milhões em sonegações e fraudes fiscais

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