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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Corpo de criança é encontrado fora do túmulo após sepultura ser violada em cemitério do Grande Recife

Túmulo de Eloá Sophia, de 2 anos, foi violado no cemitério de São Lourenço da Mata, no Grande Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

O corpo de uma criança que morreu há menos de três meses foi encontrado, nesta terça-feira (27), fora do túmulo onde estava enterrado no cemitério público de São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Ao g1, a família de Eloá Sophia, de 2 anos, contou que o cadáver foi localizado em outra área do cemitério, a cerca de 200 metros da sepultura, que estava violada.

"Por volta das 10h40, uma amiga minha me ligou dizendo que tinha ido visitar o túmulo da minha filha, porque sentiu vontade de ir lá visitá-la. Chegando lá, na frente do túmulo da minha filha, ela disse que estava um buraco e que, dentro do túmulo, a minha filha não estava mais", disse a mãe da menina, a técnica de enfermagem Eduarda Rodrigues de Freitas.

Eduarda contou que estava largando do trabalho, em uma residência particular, quando recebeu a ligação e seguiu direto para o local. Segundo ela, a amiga chamou os funcionários do cemitério, que disseram não ter visto ninguém mexer na lápide.

A Polícia Militar foi acionada e achou o corpo da menina. A prefeitura de São Lourenço da Mata informou que vai abrir uma sindicância interna para apurar o ocorrido.

"Ela [a amiga de Eduarda] chamou a equipe, chamou o coveiro. O coveiro disse que não tinha mexido [na sepultura], chamou o pessoal da administração. Também falaram que não mexeram e que não tinham nem visto. [...] Eles pediram para ela se acalmar para não chamar atenção. Eles disseram com essa palavra", afirmou.

De acordo com a mãe, o corpo da menina estava deitado no chão, perto de outra cova, sem marcas de violação.

"O vigia que fica lá — tem um vigia durante a noite — disse que não faz ronda nem à noite nem durante o dia. Falou em alto e bom som lá que não fazia isso, o que eu acho um absurdo [...]. Aconteceu durante a madrugada, como é que uma pessoa não ouve a pessoa derrubando um aparelho?", afirmou Eduarda.

O corpo da criança foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML), no Centro do Recife, onde vai passar por novas análises antes de retornar ao cemitério. A previsão é que o cadáver seja liberado na quarta-feira (28).

"Ela foi enterrada vai fazer 3 meses ainda. A gente ainda não teve nem A gente ainda nem assimilou direito e aconteceu tudo isso [...]. Amanhã vou ter que enterrar minha filha de novo. O que mais dói é a dor do luto que a gente já teve e ainda ter que enterrar minha filha novamente por uma atrocidade", afirmou Eduarda.

Eloá Sophia morreu no dia 12 de novembro por complicações de uma leucemia mieloide aguda, câncer agressivo que se origina na medula óssea e compromete a produção de glóbulos brancos do sangue. Segundo Eduarda, a menina foi diagnosticada com apenas três meses de vida.

"Ela precisou fazer um transplante de medula óssea em São Paulo. A gente foi para São Paulo no dia 7 de março. Ela fez o transplante, a medula pegou direitinho, mas, depois disso, ela teve uma complicação porque era uma criança imunossuprimida por conta do transplante e teve falência de órgãos", disse.

Ainda de acordo com a mãe, a polícia acredita que a sepultura da menina foi violada por alguém que queria roubar algum pertence dela.

"O delegado disse que provavelmente alguém entrou para querer tirar algum pertence, brinco, colar, pulseira, corrente... Mas minha filha só tinha 2 anos, era um bebê", afirmou.

Procurada, a Polícia Civil informou que a Delegacia de São Lourenço da Mata "está ciente do ocorrido e tomando as devidas providências". A corporação disse, ainda, que "mais informações serão repassadas em breve".

Procurada, a prefeitura de São Lourenço de Mata informou, por meio de nota, que lamenta o ocorrido no Cemitério Morada Eterna e que vai abrir uma sindicância para apurar o caso internamente, "com a adoção das medidas cabíveis".

A gestão municipal disse, ainda, que a Secretaria de Desenvolvimento Social está acompanhando a família, "prestando todo o apoio necessário", e que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Instituto de Criminalística.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do G1 Pernambuco

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Menino morre e corpo passa 24 horas no sofá de casa; pais são irmãos e não socorreram criança em Paulista, no Grande Recife


 
Uma criança de 2 anos morreu e os pais, que são irmãos consanguíneos e mantém um relacionamento incestuoso, passaram um dia inteiro com o corpo dentro de casa, na comunidade Asa Branca, em Paulista, no Grande Recife. Segundo o Conselho Tutelar, o garoto convulsionou e o casal não socorreu a criança.

O menino faleceu no domingo (31) e o caso foi descoberto na segunda-feira (1º), por um vizinho que acionou a polícia. Os irmãos, que não foram presos pela omissão de socorro, também têm uma filha de 9 meses, acolhida pelo Conselho Tutelar.

Os pais das crianças têm 18 e 24 anos. Os nomes dos envolvidos não serão divulgados, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No país, incesto não é tipificado como crime. Na medicina, a prática é fortemente condenada devido a riscos de desenvolvimento de má formação congênita em filhos de relações incestuosas.

A conselheira tutelar Claudia Roberta contou que, segundo os pais, a criança morreu após uma convulsão. Ela disse, também, que o casal mora próximo a uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), mas, mesmo assim, não tentou socorrer o filho.

"O menino convulsionou, eles não sabiam o que fazer, tentaram reanimar, mas não conseguiram. Aí eu perguntei: 'Chamaram socorro, chamaram Samu, levaram para UPA?' Não. Mas também não falaram mais nada. Saíram [de casa], voltaram e o menino no sofá", contou a conselheira tutelar.

Vizinhos contaram que o casal era negligente com os filhos, e que a criança que morreu já tinha sido acolhida pelo Conselho Tutelar de Olinda, quando os pais moravam no bairro do Varadouro. Porém, após audiência, o juiz decidiu devolver a criança ao pai e à mãe.

A própria mãe das crianças também já foi acolhida pelo Conselho Tutelar, antes de completar a maioridade. Os pais não são casados formalmente, já que, no Brasil, é proibido o casamento incestuoso.

Foi um dos moradores da região que percebeu que a criança estava morta dentro de casa e chamou a Polícia Militar. Os policiais foram à residência na manhã da segunda (1º), mas ninguém atendeu e a casa estava fechada.

Mais tarde, ao ser informado que policiais foram ao local, o pai do menino ligou para a polícia e contou sobre o corpo do filho. Os policiais foram à casa novamente e isolaram o local. A equipe do Conselho Tutelar chegou por volta das 21h.

"Quando a gente entrou, a população toda estava lá. Muita gente. Foi nítida a negligência que os vizinhos informaram que esses pais faziam com as crianças. [Os pais] estavam sentados, porque tinha muita polícia, porque queriam linchar eles no local", contou a conselheira Claudia Roberta.

Por meio de nota, a Polícia Civil afirmou que o caso foi registrado pela Equipe de Força-Tarefa de Homicídios Metropolitana Norte como "morte a esclarecer, sem indício de crime". Eles foram ouvidos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, mas não foram presos. A bebê resgatada não apresentava sinais de maus-tratos. Segundo a conselheira tutelar, caso os avós queiram assumir os cuidados da criança, será necessária decisão judicial da Vara da Infância para que ela saia da unidade de acolhimento institucional e volte para a família.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog Estação Notícias
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Coveiro acha corpo sentado em cova aberta em cemitério no Grande Recife

Corpo de homem foi achado sentado em cova aberta no cemitério público de Moreno, no Grande Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Um trabalhador encontrou o corpo de um homem sentado em cima da cova onde tinha sido enterrado no cemitério público de Moreno, no Grande Recife. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o cadáver sendo retirado do local e levado por uma viatura do Instituto de Medicina Legal (IML), que fica na área central da capital pernambucana.

Segundo relatos de testemunhas publicados na internet, o corpo é de um homem identificado como Vladimir Vital e foi retirado da sepultura e deixado sobre o túmulo. Em uma foto tirada no local, é possível ver que a lápide tinha sido reaberta. O caso é investigado pela Polícia Civil.

O corpo foi achado na manhã da quarta-feira (27) no Cemitério Público Morada das Verdes Colinas, no bairro de Pedreiras. Segundo a prefeitura de Moreno, o cadáver foi localizado nessa posição por um coveiro que chegava para trabalhar.

Por meio de nota, a gestão do município disse que tomou conhecimento da situação pelo servidor e que acionou imediatamente as autoridades policiais. A prefeitura não informou há quanto tempo o homem estava enterrado no local.

Já a Polícia Civil afirmou que a ocorrência foi registrada na Delegacia da 21ª Circunscrição de Moreno e que as investigações estão "em andamento até a completa elucidação do caso".

Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito de abrir a cova foi identificado. Também não foi confirmada a motivação do crime. O g1 perguntou à Polícia Civil se foi roubado algum objeto que estava dentro da lápide, mas não obteve resposta.

Previsto no Artigo 212 do Código Penal, o vilipêndio de cadáveres é considerado um crime contra o respeito aos mortos, sendo punido com multa e penas que variam de um a três anos de prisão.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do G1 Pernambuco

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