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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Atlas da Violência: Pernambuco tem terceira maior taxa de homicídios do Brasil

Violência urbana (Rafael Vieira/DP)

Pernambuco é o terceiro estado com a maior taxa de homicídios no Brasil, segundo o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo, que mapeia registros de violência ao redor do país, com dados que vão de 2014 a 2024, foi divulgado nesta terça-feira (26).

No Brasil, a média de homicídios registrados por 100 mil habitantes é de 20,1. De acordo com o levantamento, Pernambuco está entre os 18 estados que apresentaram uma taxa de homicídios acima da média nacional, com 37,3 mortes por cada 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá (45,7) e da Bahia (40,9), sendo seguido por Alagoas (35,9) e Ceará (34,3), respectivamente.

Ao todo, foram registrados 3.534 homicídios no estado no ano de 2024. Em comparação a 2023, que contabilizou 3.697 homicídios, o número diminuiu 4,4%. Ele também é o menor desde 2021 (3.409).

Na análise do índice que calcula a quantidade de homicídios a cada 100 mil habitantes, o resultado de Pernambuco (37,3 em 2024) representa um aumento de 1,1% em relação a 2014. De 2023 para 2024, nesta categoria, foi constatada a diminuição de -4,6%.

Retrospectiva

Os dados do relatório apontam que o ano mais violento para Pernambuco foi 2017, com 5.419 homicídios. O menor registro de homicídios aconteceu em 2014, com 3.358. O ano com a menor taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes é 2022, com 36,1 homicídios a cada 100 mil habitantes. A maior taxa pertence a 2017 (58,6).

Brasil

Em nível nacional, a taxa de homicídios sofreu uma diminuição ao longo de 11 anos de análise. Em 2024, foram registrados 42.590 homicídios no Brasil, o que equivale a 20,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes.

Esse índice representa uma redução de 6,9% no número absoluto de mortes, e de 7,4% em relação a 2023. Em comparação com o ano de 2023, a taxa caiu 7,4%. De 2014 até 2024, foi observada uma queda de 6,9%.

Pesquisadores indicam que mudanças nas políticas de segurança estaduais e municipais, alterações nas dinâmicas do crime organizado e o envelhecimento da população são alguns dos fatores a se considerar ao constatar as causas dessa diminuição.

No entanto, a pesquisa alerta para as mortes violentas por causa indeterminada, que torna incerta a classificação dos assassinatos. Assim, o Atlas institui a probabilidade de que, considerando esta categoria, o número de homicídios no Brasil aumente para 49.673 em 2024, diminuindo, assim, a queda significativa registrada em relação a 2023 através dos meios oficiais de apuração, de 6,9% para 0,4%.

Sobre os dados estaduais, o Diário de Pernambuco entrou em contato com a Secretaria de Defesa Social, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. 
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Governo de Pernambuco lança plataforma digital para denúncias de violência contra a mulher

Sistema Mulher PE 197 permite solicitar medidas protetivas e agiliza atendimento às vítimas. Foto: Blog Estação Notícias

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS), lançou oficialmente a plataforma digital Mulher PE 197, ferramenta criada para ampliar o acesso de mulheres vítimas de violência doméstica aos serviços de proteção e acolhimento no estado.

O sistema foi desenvolvido para receber denúncias e solicitações de medidas protetivas de urgência relacionadas aos crimes previstos na Lei Maria da Penha, oferecendo um canal direto e disponível de forma contínua para atendimento das vítimas.

Segundo a SDS, a iniciativa busca acelerar o tempo de resposta da rede de proteção e facilitar o contato das mulheres com os órgãos de segurança pública, especialmente durante os finais de semana, período em que ocorre a maior parte dos registros de violência doméstica em Pernambuco.

A apresentação da plataforma reuniu representantes das forças de segurança e órgãos de proteção de diversas cidades do Agreste pernambucano. Participaram integrantes das Guardas Civis Municipais e Coordenadorias da Mulher de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Brejo da Madre de Deus, Taquaritinga do Norte e Jataúba.

O evento também contou com representantes da Polícia Militar e da Polícia Civil, incluindo a delegada Érica Feitosa, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Caruaru.

Durante a apresentação técnica do sistema, o responsável pela instrução, Leandro Ferreira, reforçou os protocolos de atendimento para casos de descumprimento de medidas protetivas. Segundo ele, situações dessa natureza devem resultar na condução obrigatória dos envolvidos à delegacia de plantão, ficando a análise do flagrante sob responsabilidade da autoridade policial competente.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog Estação Notícias


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

“Sinal” é condenado por violência política de gênero contra ex-candidata Helloysa Ferreira

Foto: Divulgação

Em uma decisão que reforça o combate à violência política de gênero, a Justiça condenou nesta segunda-feira (24) José Claudemir de Oliveira conhecido por “Sinal” pelo crime previsto no art. 325 do Código Eleitoral, devido à prática de violência política de gênero cometida contra a ex-candidata a vice-prefeita de Toritama, Helloysa Ferreira, durante o período eleitoral.

A ação, inicialmente proposta por Helloysa, foi assumida pelo Ministério Público por se tratar de crime eleitoral. O MP ofereceu denúncia e pediu a condenação do acusado. A Justiça reconheceu o crime cometido via WhatsApp e fixou a pena em 4 meses de detenção no regime aberto, 6 dias de multa e Prestação de serviços à comunidade.

Durante a campanha eleitoral, José Claudemir propagou mentiras, injúrias e conteúdos difamatórios contra Helloysa, ultrapassando o limite da crítica política e atingindo diretamente sua honra, sua condição de mulher e sua participação no processo democrático.

De acordo com a decisão, os ataques tinham como objetivo descredibilizar a candidata e diminuir sua imagem pública, configurando violência política de gênero prática que tem crescido em todo o país e que tenta afastar mulheres dos espaços de poder.

Ao reconhecer a prática e responsabilizar o agressor, a Justiça reafirma que a disputa política deve ser travada no campo das ideias não no terreno da misoginia e da intimidação.

Para Helloysa Ferreira, a decisão simboliza respeito, justiça e reforça a urgência de enfrentar esse tipo de agressão: “Mulher nenhuma deve aceitar calada ataques que tentam apagar sua voz. Cada conquista como essa abre caminho para que mais mulheres participem da política de forma segura e digna.”

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog do Evandro Lins
 

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