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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Ministério Público de Pernambuco passa a fiscalizar a execução de emendas parlamentares em Surubim

Foto: Ilustração

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Surubim, instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar a execução das emendas parlamentares no âmbito do Município de Surubim. A medida foi oficializada pela Portaria nº 02268.000.003/2026, assinada pela promotora de Justiça, Gabriela Lima Lapenda Figueiroa Calado, com data de 9 de janeiro de 2026.

A iniciativa tem como objetivo assegurar maior transparência, rastreabilidade e controle social sobre a destinação e a aplicação dos recursos públicos provenientes de emendas parlamentares municipais, estaduais e federais. O procedimento segue determinações recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente no âmbito da ADPF nº 854 e de ações correlatas, relatadas pelo ministro Flávio Dino, que reforçam a necessidade de adoção de mecanismos rígidos de fiscalização desses recursos.

Segundo o MPPE, a execução das emendas parlamentares deve observar princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O órgão destaca que falhas na transparência ou na rastreabilidade podem configurar ato de improbidade administrativa, além de comprometer a efetividade das políticas públicas financiadas com recursos orçamentários.

Entre os pontos centrais do procedimento está a exigência de que o Município demonstre o cumprimento do artigo 163-A da Constituição Federal, que trata da transparência e da rastreabilidade das despesas públicas. Conforme o STF, a execução das emendas só pode ocorrer após essa comprovação perante os Tribunais de Contas. O MPPE também ressalta a necessidade de adoção de plataformas digitais específicas, semelhantes ao Transferegov.br, para permitir o acompanhamento detalhado da origem e do destino dos recursos.

Como diligências iniciais, o Ministério Público determinou o envio de ofícios à Prefeitura de Surubim e à Câmara Municipal. O Legislativo deverá informar, no prazo de dez dias úteis, quais normas regem as emendas parlamentares no município, os critérios de admissibilidade, os prazos para apresentação, os mecanismos de análise técnica e as formas de transparência adotadas, além de encaminhar documentos como trechos da Lei Orgânica, da LDO e do Regimento Interno.

Já o Poder Executivo municipal deverá prestar informações detalhadas sobre o recebimento e a execução de emendas federais, estaduais e municipais, incluindo abertura de contas bancárias específicas, vedação a saques em espécie, mecanismos de rastreabilidade financeira, elaboração de planos de trabalho e formas de divulgação das informações no Portal da Transparência. Também deverá informar se há prestação de contas específica ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).

Após a análise das respostas, o MPPE poderá promover reuniões com representantes da Prefeitura e da Câmara para orientar ajustes necessários e, se for o caso, expedir recomendações formais para adequação dos procedimentos legislativos e orçamentários às normas constitucionais e infraconstitucionais.

A instauração do procedimento foi comunicada ao Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e do Terceiro Setor (CAOPPTS), ao Conselho Superior do Ministério Público e à Corregedoria Geral do MPPE, com publicação no Diário Oficial Eletrônico da instituição.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Portal da Cidade Surubim
 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Professora é morta horas após ir a delegacia depor sobre desvios de emendas parlamentares em Ipojuca-PE

Simone Marques da Silva foi morta a tiros em Ipojuca, no Grande Recife — Foto: Reprodução/Instagram

Uma mulher de 46 anos foi morta a tiros em Ipojuca, no Grande Recife, na tarde da terça-feira (28). O g1 confirmou que a vítima, identificada como Simone Marques da Silva, foi assassinada poucas horas depois de ir à delegacia de Porto de Galinhas para depor no inquérito que investiga desvios de verbas de emendas parlamentares da Câmara de Ipojuca.

Simone Marques era professora universitária e, apesar de ter comparecido à delegacia, não chegou a ser ouvida, porque outro procedimento estava sendo realizado no local. Ela voltou para casa após remarcar o depoimento para esta quarta (29), mas foi morta horas depois, no quintal da residência.

Simone Marques era professora da Faculdade Novo Horizonte, citada no inquérito que investiga um desvio de emendas parlamentares que pode chegar a R$ 27 milhões. A faculdade seria uma das empresas utilizadas por um grupo criminoso para praticar os desvios.

Consta na certidão de comparecimento que Simone Marques chegou à Delegacia de Porto de Galinhas por volta das 12h40, acompanhada de um advogado, e permaneceu no local até as 13h.

Segundo o advogado de Simone, que não quis se identificar, após pegarem a certidão de comparecimento, os dois saíram de carro e voltaram para o escritório do defensor. Simone Marques foi deixada na frente do estabelecimento e voltou sozinha para casa.

Às 15h55, a Polícia Militar foi informada do assassinato de Simone. Ela morava com os pais na Rua Ana Maria Dourado, no Centro de Ipojuca.

O g1 questionou a Polícia Civil sobre a possível relação entre a investigação dos desvios de emendas parlamentares e a morte da professora, mas a corporação se limitou a dizer que o caso foi registrado como "homicídio consumado" e que abriu um inquérito "para apurar as circunstâncias do crime e identificar a autoria".

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do G1 Pernambuco

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Operação cumpre 28 mandados contra organização criminosa e suspende pagamento de emendas parlamentares em Pernambuco

Segundo a PCPE, a investigação foi iniciada em outubro de 2024. (Foto: Divulgação / PCPE)

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) está cumprindo, na manhã desta quinta-feira (02), sete mandados de prisão e 21 mandados de busca de apreensão domiciliar contra uma organização criminosa acusada de corrupção passiva, peculato, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

Além dos mandados, estão sendo cumpridos ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros e suspensão de pagamento de emendas parlamentares, todos expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca.

Segundo a PCPE, a investigação foi iniciada em outubro de 2024 (Foto: Divulgação / PCPE)

 As ações da PCPE estão acontecendo nas cidades de Ipojuca, no Grande Recife; Caruaru e Bezerros, no Agreste de Pernambuco; além de São José da Coroa Grande, Catende e Barreiros, na Mata Sul do estado.

Segundo a PCPE, as investigações, que integram a 62ª Operação de Repressão Qualificada do ano, foram iniciadas em outubro de 2024.

Na execução da operação, denominada "Alvitre”, estão sendo empregados 100 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.

A operação está vinculada à Diretoria Integrada Metropolitana (DIM), sob a presidência do delegado Ney Rodrigues, titular da Delegacia de Polícia da 43ª Circunscrição - Porto de Galinhas, unidade integrante da 10ª Delegacia Seccional.


Já as investigações foram realizadas em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (GAECO/MPPE) e assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL).

Ainda segundo a PCPE, os detalhes da operação serão divulgados em momento oportuno.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco
 

Mulher é agredida com barrote de madeira na cabeça pelo ex-companheiro em Santa Cruz do Capibaribe

Foto: Blog Agreste Notícia Uma mulher foi agredida pelo ex-companheiro em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste Setentrional de Pernambuco....