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| O tenente coronel Ladstone Silva, comandante do 25º BPM, e o delegado Júlio César, adjunto da 1º Deccor/Dracco, detalharam o crime em Jaboatão - Foto: Gabriela Albuquerque/Folha de Pernambuco |
As
polícias Civil e Militar de Pernambuco detalharam, no início da tarde
desta segunda-feira (13), a prisão de Felipe Inácio Martins da Silva, de
19 anos, detido no último domingo (12) após confessar o assassinato e
esquartejamento da namorada, Maisa Emily Juliana da Silva, de 18 anos. O
caso ocorreu no bairro do Curado, em Jaboatão dos Guararapes, na Região
Metropolitana do Recife.
Os crimes, conforme a confissão, teriam
acontecido na última quarta (8) e quinta-feira (9), respectivamente. A
coletiva foi realizada na sede do Departamento de Homicídios e de
Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife.
De acordo com o Tenente Coronel Ladstone Silva, comandante do 25º
batalhão, Felipe foi detido pela Polícia Militar (PM) após confessar os
crimes para a mãe, de 46 anos, que procurou o efetivo do 25º batalhão e
denunciou o próprio filho.
A mãe nos procurou na sede da
companhia, no Curado, afirmando que o filho tinha matado a namorada. Ela
estava muito abalada e informou que nos procurou porque estava com medo
de que ele tirasse a própria vida. Então, ela nos forneceu o endereço,
fomos até o local e lá não houve nenhuma reação. Ele se entregou”, afirmou o tenente coronel.
Confissão
Ainda segundo o comandante, durante a abordagem, Felipe se ofereceu
para guiar os policiais até os locais onde havia descartado as partes do
corpo de Maísa, com quem se relacionava há cerca de um ano e meio.
“Ele
nos acompanhou e se prontificou, de forma bastante fria, a conduzir os
policiais até os locais onde ele tinha descartado o corpo. Também
mostrou o machado que ele usou para separar as partes”, completou o comandante do 25º BPM.
O
delegado Júlio César, adjunto da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção
(1ª Deccor), vinculada ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao
Crime Organizado (Dracco), que estava de plantão pela 3ª força tarefa do
DHPP, realizou a prisão em flagrante do autuado e detalhou a dinâmica
do crime.
Feminicídio
Na quarta-feira (8), Felipe teria tido uma discussão com Maísa sobre
uma suspeita de traição. Segundo o delegado, Felipe afirmou que a
vítima, supostamente, teria confessado a confirmação dessa suspeita após
ser coagida pelo rapaz, que teria prometido perdoa-lá caso fosse
verdade.
“Nesse momento, ele agride a vítima com asfixia
mecânica e esganadora. Assim que ela desmaia, ele pega uma faca e lhe
desfere uma série de facadas (cerca de 3 ou 4) na região do abdômen. Com
ela já morta, ele resolve dormir. Cobre a ex-companheira com um lençol e
dorme no sofá. O corpo dela fica deitado chão, ao lado do sofá”, explicou o delegado.
O esquartejamento e a ocultação do corpo de Maísa aconteceram no dia seguinte, na manhã da quinta-feira (9).
“Ele
pega o machado, corta primeiro a cabeça e as pernas, na região do
quadril. Essas duas partes ele coloca dentro de uma mala e segue para
uma região de mata próxima à residência dele, onde dispensa a cabeça e
as pernas. Ele retorna à residência, envolve o tronco e os braços num
lençol, coloca em um carrinho de mão e transporta para outra região de
mata próxima”, detalhou Júlio César. Essa parte do crime, conforme o delegado, teria sido executada entre as 8h e 9h da manhã.
Ainda
de acordo com o delegado, que também ouviu a mãe de Felipe, responsável
pela denúncia, o rapaz teria confessado o crime para a genitora após
questionamentos sobre o “sumiço” da namorada.
“Inclusive,
ele já estava planejando o homicídio da pessoa que teria tido o suposto
caso com ela. Disse que já tinha um facão afiado pra cometer esse novo
homicídio”, contou Júlio.
Investigação
O relacionamento, segundo a mãe do autuado, era conturbado e com
histórico de agressões verbais. No entanto, de acordo com a polícia
civil, não há registros informais ou formais de agressão física nem
histórico criminal do Casal. Em depoimento, porém, o rapaz afirmou que
ambos faziam uso de drogas.
Felipe Inácio Martins da Silva deve
passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (10). O
crime segue em investigação. A confirmação dos tipos de violência
cometidas contra o corpo de Maisa Emily Juliana da Silva, inclusive a
confirmação de boatos sobre necrofilia, só será possível após a
finalização do laudo da perícia.
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações da Folha de Pernambuco
