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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Denúncia explosiva ao TCE-PE aponta suposto esquema de nepotismo estrutural em Vertentes/PE


A política de Vertentes voltou ao centro de uma grave polêmica após uma denúncia protocolada no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) acusando a atual gestão municipal de manter um verdadeiro “núcleo familiar” dentro da máquina pública. O documento, apresentado descreve o que chama de “modelo administrativo estruturado na ocupação da Administração Pública por vínculos familiares”.

O texto cita diretamente parentes do prefeito Israel Ferreira de Andrade ocupando cargos estratégicos, contratos temporários, funções comissionadas e até vínculos indiretos por meio de empresas terceirizadas. Segundo a representação enviada ao TCE-PE, o caso não seria isolado, mas sim um “nepotismo estrutural”, espalhado por diversas secretarias e setores da gestão municipal.

O TCE-PE notificou formalmente o prefeito para apresentar defesa em até cinco dias úteis sobre o pedido cautelar protocolado no Processo TC nº 26100740-3.

O documento aponta supostas irregularidades envolvendo várias áreas da Prefeitura de Vertentes, incluindo:

•    Secretaria de Governo e Ação Social
•    Secretaria de Saúde
•    Secretaria de Finanças
•    Hospital Municipal Evaristo Ferreira Filho
•    Conselho Municipal da Juventude
•    contratos ligados ao transporte escolar
•    terceirizações administrativas
•    contratos por dispensa de licitação
•    vínculos através do CONIAPE
•    contratos vinculados ao Instituto Santa Bárbara

Diante da gravidade dos fatos narrados, a denúncia pede ao TCE-PE:

•    afastamento imediato dos envolvidos;
•    suspensão de contratos;
•    interrupção de pagamentos considerados irregulares;
•    auditoria especial completa;
•    identificação de todos os vínculos familiares existentes na gestão;
•    aplicação de multas;
•    responsabilização dos agentes públicos;
•    devolução de possíveis prejuízos ao erário.

O documento compara o caso de Vertentes a decisões recentes do próprio TCE-PE em municípios pernambucanos, onde gestores foram responsabilizados por nepotismo, pagamentos indevidos e irregularidades administrativas.

Agora, a expectativa gira em torno da resposta oficial do prefeito e das próximas decisões do Tribunal de Contas.

Se confirmadas as acusações, o caso pode desencadear auditorias profundas, ações de improbidade administrativa e um terremoto político dentro da gestão municipal de Vertentes.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog Conexão Cambucá

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

TCE-PE multa prefeito de Surubim por atraso no envio de dados obrigatórios


 
Em decisão unânime, a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) homologou o Auto de Infração nº 170/2026 contra a Prefeitura Municipal de Surubim, responsabilizando o prefeito Cléber Chaparral (União Brasil), pelo não envio tempestivo de informações obrigatórias ao sistema RemessaTCEPE. O julgamento ocorreu durante a 3ª Sessão Ordinária Presencial da Segunda Câmara, realizada na quinta-feira (5 de fevereiro), sob a presidência do conselheiro Valdecir Pascoal e relatoria do conselheiro Marcos Loreto e foi publicada no Diário Oficial do TCE nesta terça-feira (10).

O processo (TCE-PE nº 25101524-5) trata do descumprimento da Resolução TC nº 231/2024, que regulamenta o envio mensal de dados sobre contratações e obras públicas. Segundo o acórdão, a gestão municipal deixou de encaminhar informações referentes às competências de dezembro de 2024 a agosto de 2025, configurando inadimplência no sistema e prejudicando o exercício do controle externo pelo Tribunal de Contas.

A defesa alegou impossibilidade material de cumprimento das obrigações, atribuindo o atraso a bloqueios sistêmicos decorrentes de pendências herdadas da gestão anterior e à falta de documentos. No entanto, o TCE-PE entendeu que tais argumentos não caracterizam caso fortuito ou força maior, destacando que o prazo para envio das informações de dezembro de 2024 expirou em 31 de janeiro de 2025, já sob responsabilidade do atual gestor.

O relator também apontou que os chamados técnicos junto à Central de Atendimento do Tribunal foram abertos apenas em junho de 2025, quando diversos prazos já estavam vencidos, sem adoção de medidas eficazes para regularizar a situação. Além disso, os documentos exigidos pela norma deveriam estar disponíveis à gestão sucessora, inclusive no Portal da Transparência.

Com base nesses fundamentos, a Segunda Câmara considerou que a omissão no envio das informações caracteriza sonegação de processo, documento ou informação, nos termos da legislação estadual. Como penalidade, foi aplicada multa no valor de R$ 11.070,09, correspondente a 10% do limite previsto na Lei Orgânica do TCE-PE. O valor deverá ser recolhido pelo gestor no prazo de 15 dias após o trânsito em julgado da decisão.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Portal da Cidade Surubim

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Pernambuco contabiliza mais de 1,5 mil obras paralisadas, diz TCE-PE

Estação de BRT no município do Paulista. Foto: Fernanda Leal/Esp. DP/Arquivo

O levantamento elaborado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) aponta que o estado tem 1.551 obras de construção, reforma ou iluminação pública que estão paralisadas ou com indícios de paralisação em 2025. Deste quantitativo, 83%, ou seja, 1.289, são de responsabilidade municipal, enquanto 262 são obras estaduais.

Apesar do quadro apontado, o relatório, divulgado nesta segunda-feira (15), mostra que já foram pagos R$ 1,4 bilhões em contratos, mesmo para empreendimentos que não tenham previsão de retomada ou conclusão. Esse valor representa 18% do valor total estabelecido inicialmente para as obras, que somam cerca de R$ 4,9 bilhões em contratos.

Esse quantitativo de obras paralisadas representa um aumento de 5% em relação ao período de 2023-2024, quando foram contabilizadas 1480 obras nessa situação.

O período que apresentou o maior quantitativo de obras paralisada e/ou inacabadas desde que iniciou acompanhamento do TCE-PE foi 2022-2023, quando foram contabilizadas 1796 obras nessas situações.

Se considerar todos os contratos de obras e serviços de engenharia informados ao TCE-PE, que atualmente é de 7124, esse quantitativo paralisado representa 21,7%.

“O que a gente nota é que as principais causas das obras paralisar é a falta de planejamento. O Brasil perdeu muito nos últimos anos, sobretudo no setor público, a capacidade de planejar projetos de obras e serviços de engenharia. Outro problema é que muitas empresas, para ganhar as licitações, diminuem os preços no nível em que não dá para detectar se é algo artificial, e quando está no meio da obra pedem reequilíbrio e dizem que não pode entregar”, explicou o presidente do TCE-PE, Valdecir Pascoal em entrevista ao Diário de Pernambuco, nesta quarta-feira (17).

Ainda segundo o TCE-PE, do total de contratos com indícios de paralisação, apenas 28% (435) foram oficialmente declarados pelos gestores, sendo 141 do Estado e 294 dos municípios.

Impacto financeiro


O impacto financeiro com a paralisação das obras estão distribuídos entre as áreas de mobilidade urbana (R$ 916 milhões), abastecimento d’água (R$ 609 milhões), educação (R$ 487 milhões), recursos hídricos (R$ 430 milhões) e infraestrutura urbana (R$ 355 milhões).

No âmbito estadual, as obras de maior impacto financeiro que ainda não foram entregues à população somam mais de R$ 933 milhões, com destaque para: o sistema de BRT da BR-101; os corredores Norte-Sul e Leste-Oeste; barragem de Igarapeba, em São Benedito do Sul, na Mata Sul de Pernambuco; adutora do Oeste, em Parnamirim no Sertão do estado; serviços de implantação da hidrovia dos rios Capibaribe e Beberibe.

Nos municípios, o valor total das obras paralisadas chega a mais de R$ 142 milhões, e incluem obras de saneamento integrado em Jardim Brasil, em Olinda, no Grande Recife; pavimentação do cinturão verde (Trecho 1), em Petrolândia, no Sertão pernambucano; urbanização da comunidade Nova Era e esgotamento sanitário da comunidade Manoel Vigia e reforma e ampliação de escolas no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.

O TCE-PE afirmou que continuará acompanhando as providências adotadas pelos gestores para a conclusão das obras.

Localidades com maior quantitativo

A Mesorregião que apresenta o maior quantitativo de obras paralisadas e/ou inacabadas é a Mata Pernambucana, que se divide em Norte e Sul, com 571, seguido do Agreste (480), Sertão (342) e da Região Metropolitana do Recife (87).

Entre as cidades, Moreilândia, no Sertão de Pernambuco, é o município com maior quantitativo nessa situação, totalizando 40 obras. Na sequência vem Caruaru (36); Olinda (35); Saloá (28); Bonito e Paulista (27) e Recife (26).

No entanto, 16 cidades de Pernambuco apresentam nenhuma obra, de responsabilidade municipal, paralisadas e/ou inacabadas. Em relação às obras de responsabilidade estadual, a reportagem do Diário de Pernambuco entrou em contato com o Governo de Pernambuco para saber os motivos das obras estarem paralisadas e quais medidas serão tomadas para as suas retomas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

TCE/PE recebe denúncia da vereadora Natália Miranda sobre gestão do hospital de Vertentes/PE

Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE/PE) recebeu uma representação com pedido de medidas cautelares encaminhada pela vereadora Natália Miranda, do município de Vertentes, denunciando possíveis irregularidades nos contratos firmados entre a Prefeitura e a Organização Social (O.S.) responsável pela administração do Hospital Municipal Evaristo Ferreira Filho. A parlamentar solicita que o órgão realize uma auditoria completa para apurar a aplicação de mais de R$ 36 milhões em recursos públicos destinados à unidade de saúde.

A vereadora publicou em suas redes sociais, na quinta-feira (16), um vídeo em que detalha as denúncias e questiona a situação atual do hospital. Segundo Natália, a Prefeitura de Vertentes entregou a gestão do hospital a uma associação que já recebeu milhões dos cofres públicos, mas os problemas estruturais e administrativos persistem, incluindo atrasos salariais de médicos e precariedade no atendimento.
“Você sabe o que está acontecendo no nosso hospital?
A prefeitura entregou a gestão do hospital pra uma associação que já recebeu mais de 36 milhões dos cofres públicos. Mesmo assim os médicos continuam com os salários atrasados, o atendimento é precário e há indícios de má aplicação do dinheiro público”
, afirmou a vereadora em trecho do vídeo.
A denúncia, encaminhada ao TCE/PE, pede uma auditoria completa nos contratos firmados entre a Prefeitura e a Organização Social. A vereadora também destacou que, enquanto a população enfrenta dificuldades no atendimento médico, a gestão municipal e o grupo político do ex-prefeito estariam travando uma disputa que “apenas confunde o povo e desvia o foco do verdadeiro problema”.

“Enquanto o povo sofre esperando atendimento, milhões de reais foram repassados para este hospital.
E o que a gestão junto do povo está fazendo pra resolver isso? Brigando com o ex-prefeito pra ver quem manda mais. Essa disputa só serve pra confundir a cabeça do povo e esconder a verdade: o hospital continua em situação precária”
, completou Natália.
Ao final, a vereadora reforçou que seu papel como agente pública é fiscalizar e exigir transparência na utilização do dinheiro público.

A representação segue agora para análise do Tribunal de Contas, que deverá avaliar os indícios apontados e decidir sobre a abertura de auditoria ou outras medidas cabíveis.

O Hospital Municipal Evaristo Ferreira Filho é a principal unidade de saúde pública de Vertentes e atende diariamente pacientes de diversas localidades da região. A terceirização da gestão hospitalar, realizada pela Prefeitura por meio de uma Organização Social, tem sido alvo de críticas e questionamentos por parte de parlamentares e da população local.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações da Assessoria da vereadora Natália Miranda

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

TCE-PE aprova com ressalvas contas de Ana Célia referentes a 2023 e impõe multa de R$ 9 mil por TAG descumprido

Foto Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) analisou, recentemente, duas decisões envolvendo a gestão da ex-prefeita Ana Célia Cabral de Farias, do município de Surubim/PE.
 

No Processo nº 241005413, referente à Prestação de Contas de Governo do exercício financeiro de 2023, o relator conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior emitiu parecer prévio recomendando à Câmara Municipal de Surubim a aprovação com ressalvas das contas apresentadas pela ex-gestora. O julgamento foi feito por maioria pela Segunda Câmara do Tribunal.


Já no Processo nº 231004059, que trata do Termo de Ajuste de Gestão (TAG) firmado entre a Prefeitura de Surubim e o TCE-PE, com o objetivo de avaliar a execução dos serviços de transporte escolar, o mesmo relator julgou que o termo foi cumprido parcialmente. A decisão foi unânime e resultou na aplicação de uma multa no valor de R$ 9.130,67 à ex-prefeita Ana Célia Cabral de Farias.

O Termo de Ajuste de Gestão é um instrumento firmado entre o Tribunal de Contas e gestores públicos para corrigir falhas administrativas detectadas em auditorias, com metas e prazos a serem cumpridos. O descumprimento, ainda que parcial, pode acarretar penalidades, como ocorreu neste caso.

Com as decisões, o TCE-PE reforça o acompanhamento da execução orçamentária e da qualidade dos serviços públicos no município, cabendo agora à Câmara Municipal de Surubim o julgamento político-administrativo da conta do ano 2023 da ex-prefeita.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do TCE/PE


Homem é morto com tijoladas na cabeça no Agreste de Pernambuco

Um homem de 35 anos foi assassinado com golpes de tijolo na cabeça na última segunda-feira (5)...