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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Operação da Polícia Federal contra crime organizado acontece em Pernambuco e outros estados

Agentes da PF em operação (Foto: Agência Brasil)

Pernambuco está entre os estados alvo de uma série de operações das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que investigam a atuação de grupos criminosos envolvidos com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, homicídios e outras práticas ligadas ao crime organizado em diferentes regiões do país.

As ações foram executadas de forma integrada pela Polícia Federal em conjunto com forças de segurança estaduais.

De acordo com a PF, as operações ocorreram entre os dias 15 e 21 de junho de 2026 e mobilizaram equipes nos estados de Pernambuco, Paraná, São Paulo, Bahia, Pará, Ceará, Amazonas, Roraima, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.

Foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão, além de flagrantes relacionados a investigações em andamento contra organizações criminosas com atuação interestadual.

No período, as forças integradas realizaram importantes apreensões em diferentes regiões do país. No Paraná, foram interceptadas mais de 3,6 toneladas de drogas, além da apreensão de explosivos em abordagem a veículo suspeito, resultando em pelo menos 3 prisões em flagrante.

Também houve ações que retiraram de circulação centenas de quilos de entorpecentes em municípios do estado e em operações conjuntas com outras unidades da federação.

Em São Paulo, uma ação integrada com o Paraná resultou na apreensão de mais de 300 kg de maconha e na condução de dois suspeitos à Polícia Federal.

Já na região Norte, em estados como Amazonas e Roraima, houve prisões em flagrante de 4 envolvidos por tráfico de drogas, com apreensão de skunk, cocaína, crack, balanças de precisão e dinheiro em espécie, além da interceptação de entorpecentes transportados em embarcações.

No Nordeste, as operações se concentraram principalmente na Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte, mas com cumprimento de mandados também em Pernambuco.

Na Bahia, ações da FICCO resultaram no cumprimento de 24 mandados judiciais, sendo 11 de prisão e 13 de busca e apreensão. A ação resultou na desarticulação de grupos criminosos investigados por tráfico, homicídios e comércio ilegal de armas.

No Ceará, houve a prisão de um investigado apontado como liderança de organizações criminosas em diferentes municípios, além do envolvimento em um homicídio. No Rio Grande do Norte, 28 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva foram executados. Em outras frentes da FICCO realizada em São Paulo, também foi registrada a prisão de um foragido da Justiça investigado por envolvimento em um tiroteio durante as eleições de 2022. O suspeito foi localizado e capturado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco

quarta-feira, 18 de março de 2026

Com alvos em Surubim, Polícia Federal deflagra operação contra organização criminosa

Ação cumpre medidas de bloqueio de ativos financeiros que podem alcançar R$ 5 milhões.

Uma operação na manhã desta quarta-feira (18), prendeu um policial militar e mais 11 suspeitos de integrar um grupo especializado no tráfico de drogas e de armas de fogo com forte atuação no interior de Pernambuco.

Segundo a investigação, a organização, que já tentava se expandir para outros estados, teria ligação com as maiores facções do país, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O inquérito, que resultou na deflagração da Operação Roça, está sendo conduzido pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE), que é composta pelas polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal, além da Secretaria de Defesa Social do Estado e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

As investigações, iniciadas em 2023, revelaram um esquema complexo e bem organizado, responsável por movimentar grandes quantidades de drogas, promover a circulação ilegal de armas e atuar em roubos de cargas e veículos de transporte de valores sobretudo em municípios do Agreste e Sertão.

O grupo também operava um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada e terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos. Lojas de carros usados localizadas nos municípios de Surubim, Caruaru e Petrolina foram alvos de mandados de busca e apreensão.
 

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Blog Surubim News


quinta-feira, 12 de março de 2026

Desvio de verbas na Prefeitura de Orobó é alvo de operação da PF e CGU

Prefeitura de Orobó fica no Agreste do estado (CGU/Divulgação).

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, nesta quinta-feira (12), uma operação para apurar desvio de verbas na Prefeitura de Orobó, no Agreste pernambucano.

A Operação Díade investiga indícios de irregularidades em contratações feitas pela administração municipal, entre 2019 e 2025, nas gestões de Kleber Chaparral e de Severino Luiz de Abreu.

Segundo a CGU, os desvios teriam ocorrido em contratos para execução de obras e serviços de engenharia e para o fornecimento de materiais de construção.

A investigação, segundo a CGU, indica que há suspeita de superfaturamento nas contratações, além de transferências de valores suspeitos a responsáveis por licitações do município.

As apurações apontam que podem ter ocorrido crimes de frustração ao caráter competitivo da licitação, corrupção passiva, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nos municípios de Aliança, Buenos Aires e Orobó, em Pernambuco, além de Umbuzeiro (PB) e Ilha Bela (SP). Participam da operação 68 policiais federais e cinco auditores da CGU.

O Diário de Pernambuco procurou a Polícia Federal para obter mais detalhes e aguarda a informação.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Funcionários da Caixa são alvo de operação da Polícia Federal contra fraude bancária no Agreste de Pernambuco

PF cumpriu mandados em Gravatá e Sairé na última quarta (21) (DIVULGAÇÃO/PF).

Funcionários da Caixa Econômica Federal são alvo da Operação Senha Remota da Polícia Federal contra um esquema de fraudes bancárias envolvendo empréstimos consignados no Agreste de Pernambuco. A ação investiga ainda a participação de funcionária de uma correspondente bancária, suspeita de atuar em conjunto com servidores da instituição financeira.

Os detalhes da investida foram repassados pelo Delegado da PF, Jean Galindo. De acordo com as informações, o esquema veio à tona após contestações feitas por clientes da Caixa, que identificaram operações financeiras irregulares em suas contas. A partir dessas reclamações, o banco comunicou o caso às autoridades, dando início às investigações.

Com as apurações, a PF identificou indícios da participação de funcionários da Caixa e de uma correspondente bancária na execução das fraudes. Os investigados teriam causado um prejuízo estimado em mais de R$ 400 mil às vítimas.
 
Como o esquema criminoso funcionava

De acordo com Jean Galindo, os criminosos simulavam a emissão de documentos e impressos fraudulentos, além de criarem senhas de acesso indevidas aos sistemas bancários, sem o conhecimento dos clientes.

Com isso, realizavam empréstimos consignados fraudulentos e transferiam os valores das contas das vítimas para contas de terceiros.

As apurações também apontam que o grupo utilizava documentação falsificada para abertura de contas bancárias, além da inserção de dados falsos em sistemas da instituição financeira, caracterizando um esquema estruturado e reiterado de fraudes.

Segundo a PF, na operação desta quarta-feira (21), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três no município de Gravatá e um em Sairé, ambos no Agreste pernambucano.

Durante as ações, os agentes apreenderam celulares, computadores, documentos e comprovantes bancários, que serão analisados no inquérito.

Além das buscas, a 30ª Vara Federal determinou o sequestro e o bloqueio de bens e ativos financeiros no valor superior a R$ 400 mil, quantia correspondente ao prejuízo estimado às vítimas. O objetivo da medida é garantir o ressarcimento dos danos causados pelos crimes investigados.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato majorado, falsidade documental, inserção de dados falsos em sistema bancário, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Vai que Cola: Polícia Federal deflagra ação contra desvio na Lei Paulo Gustavo e cumpre mandados em Pernambuco e Paraíba

PF da Paraíba cumpriu mandados (Divulgação)

A Polícia Federal da Paraíba (PF-PB) deflagrou, nesta quinta (16), a Operação vai Que Cola. A meta é desarticular uma organização criminosa suspeita de desvios de recursos públicos federais destinados a projetos culturais no âmbito da Lei Paulo Gustavo, a Lei Complementar nº 195/2022), no município de Itapororoca (PB).

Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal na Paraíba, em Itapororoca e João Pessoa.

Em Pernambuco, segundo a PF da Paraíba, houve cumprimento de mandado em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

O que diz a investigação

As investigações, conforme a PF-PB, apontam que um grupo criminoso, composto sobretudo por agentes públicos, teria articulado um esquema para desviar recursos federais destinados a projetos culturais, utilizando pessoas previamente indicadas para figurarem como beneficiárias dos editais da Lei Paulo Gustavo.

A lei foi batizada em referência ao ator e autor Paulo Gustavo, que participou do Programa “vai Que Cola”, transmitido pelo canal Multi Show, do Grupo Globo. Ele morreu em decorrência da Covid-19.

Ainda segundo a PF-PB, essas pessoas eram selecionadas e simulavam a execução dos projetos, mas, após o recebimento dos valores, repassavam parte dos recursos aos servidores públicos envolvidos, em evidente desvio de finalidade dos recursos federais.

Os investigados poderão responder, pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

PF deflagra operação contra fraudes em concursos, incluindo o da Polícia Civil de Pernambuco

"Não existe ganho fácil", alerta Polícia Federal sobre os riscos do aliciamento (Divulgação/PF)

Fraude no concurso da Polícia Civil de Pernambucano foi uma das irregularidades apontada nas investigações da Polícia Federal, que deflagrou nesta quinta-feira (2), a Operação Última Fase, visando desarticular organização criminosa especializada em fraudes a concursos públicos.

Conforme a PF, que contou com apoio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares, incluindo afastamento de cargos públicos e sequestro de bens, nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas. As medidas contaram com o apoio do Ministério Público Federal na Paraíba.

As investigações da Operação Última Fase apontaram fraudes no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024 e em certames das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas, Universidade Federal da Paraíba, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Os mandados foram cumpridos nos seguintes locais:

12 mandados de busca e apreensão: dois no Recife, dois em Olinda, dois em Jaboatão dos Guararapes, um em João Pessoa, um em Paulista, um em Araripina, um em Maceió, um em MarechaL Deodoro (AL) e um em Patos (PB);

3 mandados de prisão preventiva, sendo dois no Recife e um em Patos;

A Polícia Federal informou que os investigados foram excluídos dos processos seletivos, afastados dos cargos públicos já ocupados e poderão responder pelos crimes de fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público.

“Os investigados foram excluídos dos processos seletivos, afastados dos cargos públicos já ocupados e poderão responder pelos crimes de fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público”, informou a PF.

MPF-PB

Segundo o Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB), a Justiça Federal naquele estado expediu mandados de prisão preventiva contra três líderes de uma organização criminosa especializada na prática de fraudes em concursos públicos no Brasil.

As investigações, que contam com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Governo Federal, foram iniciadas a partir de uma denúncia anônima recebida pela Polícia Federal.

Elas revelaram um esquema sofisticado que atuava principalmente a partir da cidade de Patos, na Paraíba. A organização é suspeita de fraudar concursos de alta concorrência, como o Concurso Nacional Unificado (CNU) para o cargo de auditor fiscal do Trabalho (AFT), além de certames para a Caixa Econômica Federal, polícias civis, Polícia Federal e até mesmo o Exame da Ordem dos Advogados.

Segundo a apuração, a organização criminosa obtinha as provas antes da aplicação, repassando fotos, gabaritos e até o texto da redação aos ‘clientes’ horas antes do início dos exames.

Em diálogos interceptados, pai e filha negociam a fraude para o cargo de AFT, mencionando valores de até R$ 500 mil, a necessidade de corromper vigilantes e desativar câmeras. Outros métodos consistiam em usar documentos falsos para que um membro da quadrilha, mais preparado, realizasse a prova no lugar do candidato contratante, entre outras irregularidades.

As investigações prosseguem para identificar todos os membros da organização criminosa e os ‘clientes’ que contrataram os serviços ilícitos, visando garantir a lisura dos concursos públicos e a responsabilização de todos os envolvidos. Os investigados devem responder pelos crimes de fraude em certame de interesse público, participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco


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