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| Foto: Pascom Diocese de Nazaré |
Pasconeiros e pasconeiras das diversas comunidades paroquiais da Diocese de Nazaré participaram, no último sábado, 29 de agosto de 2026, da oitava edição da Jornada Diocesana de Comunicação (8ª Jordicom). O tema deste ano foi: “Preservar vozes e rostos humanos – por uma comunicação que humaniza”. O assessor foi o jornalista, produtor e especialista em comunicação Rafael Augusto, da Diocese de Campina Grande (PB).

Em sua explanação, Rafael falou sobre o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) como um recurso importante à evangelização, sem deixar de prezar pela dignidade humana e pelo bem comum. “A responsabilidade exige honestidade no uso da IA, transparência nos processos, coragem para enfrentar interesses contrários à dignidade humana e um compromisso compartilhado por toda a sociedade em prol do bem comum”, disse.
Em sua colocação, o assessor asseverou que a questão central não é tecnológica, mas antropológica, salientando que a tecnologia não pode substituir o relacionamento humano. “É necessário um acolhimento crítico e responsável das inovações, com discernimento diante dos limites e riscos da IA, preservando sempre a pessoa humana, que possui uma dignidade e vocação irrepetíveis. Preservar a comunicação humana autêntica é preservar a dignidade”, afirmou, evidenciando que a Inteligência Artificial é uma aliada, nunca uma substituta da criatividade, da liberdade e do encontro genuíno entre as pessoas.

A programação teve início com a santa missa, presidida pelo bispo diocesano de Nazaré, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena. Em sua homilia, o prelado agradeceu o trabalho realizado pela Pastoral da Comunicação (Pascom) e recordou que a comunicação não consiste apenas na transmissão de informações, mas na criação de uma cultura e de ambientes humanos e digitais que favoreçam espaços de diálogo e discussão.
E, citando o Papa Leão XIV, destacou: “Um dos desafios mais importantes, hoje, é promover uma comunicação capaz de nos tirar da ‘Torre de Babel’ em que às vezes nos encontramos, da confusão de linguagens sem amor, muitas vezes ideológicas ou tendenciosas. Por isso, o seu serviço, com as palavras que vocês usam e o estilo que vocês adotam, é importante”.
Acerca do uso da IA, o bispo diocesano reconheceu seu grande potencial, ressaltando que são necessários responsabilidade e discernimento para orientar essa ferramenta, de modo que suas potencialidades possam produzir benefícios para a humanidade.
O assessor eclesiástico diocesano da Pascom, padre Moisés Coelho, a partir da colocação de Dom Francisco Lucena, reiterou que não há uma proibição, na Diocese de Nazaré, quanto ao uso da Inteligência Artificial. Toda utilização, contudo, deve ser feita com consciência, moderação e responsabilidade.


No encontro, os agentes da Pastoral da Comunicação também tiveram a oportunidade de participar de quatro oficinas – escolhidas no ato da inscrição: IA e criação de artes: desafios e possibilidades (João Firmino); Reels: engajamento ou evangelização? (Emanuel Carlos); Fotografia como registro da fé (Jordão Souza); e Evangelizar ao vivo: técnica e espiritualidade (Fábio Santana).



Na parte da tarde, em plenária, os instrutores e participantes realizaram uma avaliação das oficinas. Na ocasião, também foram apresentados os representantes de cada uma das regiões pastorais, que ressaltaram a importância de melhorar a comunicação entre os coordenadores paroquiais e o núcleo diocesano da Pascom, tendo em vista a ausência ou a demora nas respostas às mensagens enviadas via grupo de WhatsApp.
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações da Diocese de Nazaré

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