segunda-feira, 7 de setembro de 2026

El Niño chega ao Nordeste em plena estiagem, mas há reserva

Os oceanos continuarão esquentando até que o atual El Niño atinja seu pico, o que está previsto para algum momento entre novembro e janeiro (NASA)

Falar em El Niño no Nordeste brasileiro dá calafrios. E se for um Super El Niño, então, as memórias são aterrorizantes. A última ocorrência do evento (2015-2016) foi devastadora para a agropecuária da região, que já vinha sofrendo com uma estiagem prolongada desde 2012. Antes disso, o evento já havia sido registrado em 1982-1983 e 1997-1998. Ou seja, nas últimas três décadas tivemos um “super” evento climático.

Mas voltando ao último Super El Niño, a agricultura nordestina registrou perdas de 40 a 50%. No Agreste Meridional de Pernambuco, por exemplo, a bacia leiteira foi praticamente dizimada, com uma perda genética para a cultura foi imensurável. O reservatório de Sobradinho, no leito do Rio São Francisco, caiu a menos de 5%, levando à “escolha de Sofia” entre geração de energia e abastecimento humano.

Desta vez, felizmente, o fenômeno climático se formou após uma boa quadra chuvosa, e embora o Monitor de Secas do Brasil, da Agência Nacional de Águas, indique que boa parte dos territórios nordestino e sudestino estejam em estiagem (fraca a moderada), a situação é menos grave. Sobradinho, por exemplo, chegou a 100% de sua capacidade em abril. Bem, até aqui tivemos ajuda do clima, mas se não fossem as chuvas.
 
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do Diário de Pernambuco
 

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