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| Foto: Divulgação |
A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma enfermidade neurológica rara, de evolução rápida e que provoca perda progressiva de funções cerebrais. O diagnóstico pode ser difícil porque os sintomas são variados e podem se confundir com os de outras doenças neurológicas. O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, recebeu recentemente o diagnóstico da condição.
Segundo o neurocirurgião Luiz Severo, do Hospital Jayme da Fonte, a doença está relacionada ao acúmulo da proteína príon, uma proteína anormal que provoca alterações no cérebro e leva à perda de neurônios. Com a progressão do quadro, diferentes funções neurológicas são comprometidas.
“Essa proteína príon, que é uma proteína mutante, faz alterações cerebrais, gerando morte neuronal. Neurônios são perdidos e, com isso, funções neurológicas vão sendo perdidas de maneira muito rápida”, explica o médico.
A manifestação da doença pode envolver alterações cognitivas e motoras. Entre os possíveis sintomas estão problemas de memoria e concentração, mudanças de comportamento, agitação, tremores, alterações da fala e dificuldades relacionadas ao equilíbrio e à funcionalidade.
A velocidade de progressão é uma das características que mais chamam atenção na DCJ. De acordo com Severo, a enfermidade é classificada como uma demência rapidamente progressiva. A ausência de um tratamento capaz de interromper a evolução da doença também contribui para a complexidade do quadro. “Não se entende ainda como paralisar a doença”, afirma o neurocirurgião. Segundo ele, existem estudos que avaliam terapias-alvo com a intenção de interromper ou retardar a progressão da enfermidade.
À medida que a doença avança, o paciente pode apresentar maior risco de quedas e infecções, além de perda de autonomia. Por isso, o acompanhamento deixa de ser restrito ao médico e passa a envolver diferentes profissionais.
“O acompanhamento multidisciplinar, fisioterapia, psicólogo, nutricionista e acompanhamento médico” são algumas das medidas indicadas, segundo Severo. Medicamentos também podem ser utilizados para controlar sintomas específicos, conforme a necessidade de cada paciente.
O médico destaca que a identificação de uma rápida perda de capacidades motoras e cognitivas deve levar à procura por avaliação especializada. No entanto, não existe um único sintoma capaz de determinar a presença da DCJ.
“A doença trata-se de uma doença rapidamente progressiva. Então, o que chama atenção no diagnóstico é que o paciente tem que ficar atento à perda rápida do ponto de vista motor e do ponto de vista cognitivo”, afirma.
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações do JC

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