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| Segundo trimestre de 2026 deve ser de menos chuva em Pernambuco - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco |
O
trimestre que começa em agosto deve ter chuvas abaixo do esperado na
porção leste de Pernambuco, que abrange a Região Metropolitana do
Recife, a Zona da Mata e o Agreste.
É o que diz informe da
Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) sobre a previsão climática
para os três próximos meses. O documento foi divulgado nesta terça-feira
(28).
A previsão da Apac mostra que agosto marca o encerramento do período chuvoso na maior parte do estado.
De
acordo com a meteorologista da Apac Edvânia Santos, poderão ocorrer nos
próximos três meses pancadas de chuvas isoladas de intensidade moderada
a forte, concentradas em poucos dias, especialmente no litoral do
estado.
Mês a mês
Para agosto, é esperada uma média de precipitação de 176,9 milímetros
para a RMR. Na Zona da Mata, estão previstos 112,4 mm. No Agreste, deve
chover 58,5 mm.
O Sertão tem o menor nível, com previsão de
apenas 11,6 milímetros. Já o Arquipélago de Fernando de Noronha deve
acumular 60,6 mm.
Em setembro, o valor médio da precipitação cai
em todas as regiões. Na Região Metropolitana, deve chover por volta de
102 mm. Já na Zona da Mata, o levantamento mostra um valor médio de 60
milímetros.
"A partir de setembro, inicia-se o período seco
no setor leste pernambucano, quando as chuvas passam a ser,
naturalmente, escassas", diz Edvânia.
O Agreste deve registrar cerca de 33 milímetros, enquanto o Sertão e Fernando de Noronha marcam 9 e 26,3 mm, respectivamente.
Já no mês de outubro, deve chover ainda menos no estado. Na RMR, são
esperados 50 mm de chuva, enquanto na Zona da Mata 28 milímetros.
No Agreste e no Sertão, estão previstos 18 e 12 mm, respectivamente. A
previsão para Fernando de Noronha despenca e marca apenas 9 milímetros
de precipitação para o mês.
Também é esperado que as
temperaturas máximas superem a climatologia em Pernambuco entre os meses
de agosto e outubro, segundo a Apac.
El Niño: impactos no estado
O fenômeno El Niño deve se intensificar já nas próximas semanas.
A previsão é de que ele deve evoluir e se estabelecer como um evento
forte e, posteriormente, para muito forte a partir de outubro.
Segundo a meteorologista da Apac Edvânia Santos, os impactos do El Niño ainda não estão plenamente evidentes em Pernambuco.
"Os
impactos sobre Pernambuco tendem a ocorrer de forma gradual e modulada
pelas condições do Atlântico Tropical e por outros modos de
variabilidade climática", explica a especialista.
Em junho e
neste mês de julho, as precipitações atingiram um nível abaixo da
média. No entanto, Edvânia explica que a redução das chuvas não pode ser
atribuída diretamente com o fenômeno.
"Durante esse período,
as condições do Atlântico Tropical também desempenharam papel
importante. O resfriamento observado no Atlântico próximo à costa
africana favoreceu condições menos propícias ao desenvolvimento dos
Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), sistemas responsáveis por
grande parte das chuvas do litoral leste do Nordeste durante o inverno,
contribuindo para a redução das precipitações", afirma.
Sobre as temperaturas, Edvânia também explica que ainda não há um sinal claro dos efeitos do El Niño no estado.
"As
temperaturas mínimas registradas durante julho permanecem compatíveis
com a climatologia da estação, com valores próximos de 14 °C em
municípios como Triunfo, Sertânia e Venturosa, evidenciando condições
típicas do inverno pernambucano. Dessa forma, até o momento, não se
observa um aquecimento generalizado que possa ser atribuído diretamente
ao fenômeno", detalha a porta-voz da Apac.
Da redação do Blog Raio do Agreste de Pernambuco
Com informações da Folha de Pernambuco